O sol – parte 2, 2014

ELEN BRAGA
O sol – parte 2, 2014
Da série “ Os 12 trabalhos”
vídeo, 1:01’ 01”
Local: Salar do Uyuni | Bolívia

Uma câmera subjetiva registra a minha corrida em direção ao sol na tentativa de alcançá-lo e conseguir um instante a mais de luz. A ação demora aproximadamente uma hora e termina quando o céu escurece.

A subjective camera records my race towards the sun in an attempt to reach out and have more time close to the light. The action takes approximately one hour and ends when the sky darkens.

 


“… o vídeo de Gruber registra uma relação diferente entre escalas de grandeza. Também está em jogo uma alegoria de um evento de proporções planetárias, mas ao invés de miniaturizar tal relação em um jogo de objetos, a artista se vale do próprio corpo como medida inicial. Tendo em mente que ao anoitecer nada mais é do que o resultado da rotação da Terra e o mergulho de um ponto na penumbra da luz solar, a artista decidiu lutar contra a velocidade de rotação do planeta, desafiando os ciclos do Sol. No Salar de Uyuni, com uma pequena câmera de vídeo presa à cabeça, ela correu em direção ao Oeste por uma hora, tentando aumentar a duração de seu dia, evitar a inexorável chegada da noite. Afortunadamente, a distorção acentuada da lente da câmera e a pitoresca textura do solo acabaram resultando em uma imagem que remete ao eclipse de um planeta distante ao qual a humanidade ainda não pode chegar.” (parte de texto curatorial de Paulo Miyada por ocasião da exposição coletiva “nós entre os extremos”, realizada em 2016 no Instituto Tomie Ohtake)

“…the video by Gruber records a different relationship between scales of size. This work also involves an allegory of an event of planetary proportions, but instead of miniaturizing the relation in a set of objects, the artist makes use of her own body as an initial measurement. Considering that sunset is nothing more than the result of the rotation of the earth and plunging of a point into the shadow of the sun’s light, the artist decided to figh against the velocity of the planet’s rotation, defying the cycles of the sun. In the Salar de Uyuni Salt Flats, with a small video camera attached to her head, she ran toward the west for one hour, in a attempt to increase the length of her day, avoiding the inevitable arrival of night. Fortunately, the accentuated distortion of the camera lens and the picturesque texture os the soil ended up resulting in an image that recalls the eclipse of a distant planet to which humanity yet arrive.” (part of the curatorial text of Paulo Miyada – group exhibition ” Our place between the extremes”, in 2016 at the Instituto Tomie Ohtake)